quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Como um microondas pode lhe ajudar na criação de sites?

Recentemente fiz um post sobre a sensação de desalinhamento que ocorria entre o logotipo da Info e seu site, lembram? Pois bem, depois dessa análise, ativei minha memória seletiva e comecei a procurar por aí esse mesmo tipo de falha em tudo que passava por minha frente.


Um dos sintomas do TOC, a mania de alinhamento pode tomar conta da sua vida para sempre. Por isso muito cuidado. Às vezes tenho minhas crises. E aquele post desencadeou uma dessas crises que me fez analisar eletrodomésticos.

Sim, semana passada tive que adquirir um novo forno microondas já que o antigo tinha pifado. E lá fui eu pesquisar com meu faro não só por preços baixos mas também por elementos desalinhados.

Sempre digo que a observação sempre é o melhor exercício de aprendizagem. Olhar tudo a sua volta e se perguntar “por que é assim? por que é assado?” Foi isso que eu fiz ao ver esse microondas Brastemp:


Note que o layout do frontend de um microondas não é muito diferente de um wireframe de um site. Note que temos duas colunas. Rabisquei por cima da foto para que vocês percebam melhor e dei números para cada coluna.

Na coluna 1 temos o vidro espelhado, onde podemos ver o alimento dentro do microondas e na coluna 2 o menu. É bem claro que o logotipo da “Brastemp” está alinhado de forma correta no centro da coluna 1. Por que de forma correta? Note que a distância entre o logotipo e o canto esquerdo é igual a distância entre o logotipo e o canto direito da coluna 1, onde termina o vidro espelhado e começa a coluna do menu. A Brastemp considerou que ali tinhamos uma coluna (a coluna onde fica o vidro espelhado) e que o alinhamento deveria ser feito em relação a este elemento e não em relação ao microondas.

Veja agora o microondas da Panasonic.


Veja que a Panasonic também levou em consideração a divisão do layout do frontend em colunas, onde temos a coluna contendo a porta do microondas e a coluna do menu. O alinhamento do logotipo “Panasonic” se dá em relação a porta e não ao microondas inteiro.

Agora veja este microondas da Electrolux:



Vocês estão notando alguma coisa estranha nesse microondas? Olhem bem. Algo lhe incomoda?

Pense.

Analise.

Agora veja meus rabiscos:



O pessoal responsável pelo design da Electrolux, ao alinhar seu logotipo, desconsiderou completamente a divisão do frontend em colunas, alinhando o logo “Electrolux” em relação ao microondas como um todo. Note que a distância entre o logotipo e os cantos esquerdo e direito do microondas são iguais. Porém a distância entre o logotipo e o canto esquerdo e direito da coluna 1 onde temos a porta do microondas está totalmente desigual, mesmo estando clara uma divisão visual entre a porta e o menu.

O mesmo ocorre com o forno da Electrolux:



Nesse caso o efeito “Fora da Casinha” é evidente. O logotipo está desalinhado não só em relação a porta mas em relação ao vidro também.

O mesmo acontece com os microondas da Bosch:



Nesse caso o problema aparenta ser mais “grave”. Além do logotipo estar totalmente desalinhado em relação ao elemento “porta”, o vidro também está desalinhado. Note que a margem no canto esquerdo é menor que a margem no canto direito, entre o vidro e o menu.

Isso é para vocês perceberem como um erro bobo de alinhamento pode ocasionar uma grande bagunça visual. E que isso não ocorre somente entre amadores mas entre grandes empresas também. Resultado da falta de consideração entre as divisões visuais que cada elemento provoca.

É notório que ali temos um menu formando uma coluna nítida e que a tampa forma uma outra coluna. Nossa visão e nosso cérebro costuma dividir tudo que enxergamos em colunas e linhas. Por isso, não podemos desconsiderar essas divisões em colunas. Sempre que houver um alinhamento de um elemento que está contido em uma coluna, devemos alinhar em relação a coluna e não ao conjunto completo.

Está vendo como a observação de um simples eletrodoméstico pode lhe ajudar na hora de criar layouts web? Pense nisso.

Para o alto e Avante!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

well

sexta-feira, 12 de março de 2010

Inveja

"A inveja é a amargura que se sofre por causa da felicidade alheia." (Cícero)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como funciona um pendrive?

Todo mundo tem, todo mundo usa, mas poucas pessoas sabem o que acontece sob a capa de plástico que reveste o pendrive.
Encontrar alguém que não saiba o que é um pendrive hoje é quase tão difícil quanto alguém que não conheça o Sílvio Santos. Exageros à parte, os pen drives são tão populares que é difícil acreditar que ninguém tenha pensado neles antes do temidos disquetes e seus estonteantes 2 MB de armazenamento. Apesar de estar no bolso, na bolsa, no pescoço, mala e em todos os lugares, nem todos sabem como funciona uma das maravilhas do mundo da informática. Para desvendar este mito, hoje você vai conhecer um pouco sobre a história, funcionamento e formas de aprimorar e dicas para não cair no truque do pendrive de etiqueta.
Era uma vez...
A história do pendrive é bem curta e teve início no ano 2000. Já a da memória flash, que é a utilizada nestes dispositivos, começou em 1980 com a Toshiba. Os primeiros modelos de pendrive foram fabricados pela Trek Technology em conjunto com a IBM, e eram chamados de DiskOnKey. A capacidade de armazenamento dos primeiros pendrives começou em 8 MB, o que era muito para época, tendo em vista que os disquetes armazenavam no máximo 2,88 MB. O tempo foi passando e, dos míseros 8 MB, chegamos a pendrives com 64 GB ou mais em menos de dez anos de história.
O que faz dele um fenômeno?
Ninguém duvida que os pendrives sejam fenômenos de venda em todos os lugares do mundo. Mas, o que faz deles tão populares? A resposta pode estar em uma palavra: energia. Parece estranho, mas um dos fatores que contribuiu para o boom deste tipo de dispositivo é a não necessidade de energia para manter os dados armazenados, e continuar sendo muito seguro e estável – ao contrário dos disquetes.

O princípio é parecido com o de alguns celulares mais antigos, por exemplo. Eles armazenam configurações como hora e data, mas quando retiramos a bateria – deixamos de fornecer energia – estes dados são perdidos. Isso não acontece nos pendrives, pois se nenhum acidente ocorrer, os dados sempre estarão lá.
Os pendrives também são conhecidos por USB Flash Drives, pois utilizam uma memória flash como modo de armazenamento. Uma das vantagens desse tipo de memória para as demais é o fato de ela ser eletrônica e não magnética – como eram os disquetes -, dessa maneira os dados gravados dificilmente se perdem caso haja interferências de campos magnéticos.
Simplificando, os pendrives possuem um chip gravável e regravável e o processo de armazenamento se dá por meio de elétrons que ao receberem carga positiva se tornam um número 1 e, ao perder em carga, se transformam em 0. É o famoso código binário em ação. Além de ser seguro, pequeno e fácil de usar, outro fator que faz dos pendrives verdadeiros sucessos de venda é a possibilidade de encontrar modelos muito loucos.
Do computador para o bolso
Além de ter todos aqueles atributos, os pendrives também fazem sucesso por terem adotado a famosa entrada USB com porta de comunicação. Esse tipo de conexão foi desenvolvido com o intuito de tornar a comunicação do computador com outros dispositivos mais rápida.
Outra função da adoção e massificação da porta USB foi para tentar padronizar as entradas dos computadores. Desta forma, com o tempo elas acabaram se tornando mais populares que os próprios leitores de CDs, justamente por permitirem a conexão de vários dispositivos com a máquina, não somente para a leitura de dados.Pega na mentira!
Por terem se tornado “pop stars”, os pendrives estão constantemente na mira de falsificadores e, junto a outros equipamentos eletrônicos – celulares e MP3 players –, são a “menina dos olhos” dos xing-lings de plantão. As marcas líderes deste mercado como a Kingston, SanDisk, HP e Memorex, por exemplo, são as que mais sofrem com falsificações.
O pior é que as falsificações estão ficando a cada dia mais perfeitas, dessa maneira é difícil para o consumidor saber quando está comprando gato por lebre. Por isso, a Kingston, por exemplo, disponibiliza ao seu consumidor um site para identificar pendrives falsos. Você pode saber mais sobre este assunto acessando o artigo “Como detectar se o pendrive ou o módulo de memória são falsos?”.
256 GB por R$1,99?
Um dos golpes mais comuns pregados por pendrives xing-lings é vender uma capacidade de armazenamento muito maior do ele possui realmente. É o caso do pendrive de etiqueta, ou seja, você compra um dispositivo com 4 GB na etiqueta, mas na verdade ele tem, por exemplo, 1 GB ou até menos. Isso acontece com muita frequência quando o consumidor vai atrás exclusivamente do preço e se esquece da qualidade. Por isso, desconfie de pendrives com alto valor de armazenamento e com valor muito baixo, pois certamente você vai cair em uma fria.
O pendrive é o queridinho dos usuários que precisam transportar arquivos de um lado para o outro. Em primeiro lugar por ser seguro e também, atualmente, acessível. Com uma história recente, mas com muito desenvolvimento, hoje ele reina soberano nos bolsos e portas USB pelo mundo afora. Contudo, apesar de o pendrive estar em evidência, os fabricantes nunca deixam de inovar e criar novos formatos, para que capacidades e melhorias são adicionadas ao dispositivo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Conceito/Criação

Para que possamos desenvolver qualquer tipo de produto ou serviço é necessário criarmos um conceito. Segundo o professor Marcos Cobra, mais importante do que termos um produto ou serviço é termos um conceito. Mas afinal, o que é um conceito? Conceito é o portador de um significado, de algo abstrato, mas que pode servir universalmente para designar um produto, serviço ou profissional. Diante de um conceito, podemos nos posicionar na mente de nossos consumidores ou público alvo, a fim de preenchermos uma lacuna faltante ou criarmos uma até então inexistente que venha de encontro às necessidades ou desejos destes clientes.Os conceitos podem nascer de diversas formas. Alguns acadêmicos dizem que o nascimento de um conceito surge quando o contexto histórico é apropriado. Esta visão conhecida como Contextualista, parte das concepções ou enunciados conceituais que somente com cenários sociais ou históricos adequados novos conceitos poderão ser elaborados, divulgados ou aceitos. Segundo esta visão os conceitos surgem e consolidam-se como conseqüência de fatores circunstanciais, ou seja, para ser adotado um conceito são necessários circunstancias favoráveis para isso. Todavia, esta visão deixa um espaço para outro tipo de conceito, ou das idéias fora de época ou à frente de seu tempo. Para isso existe uma visão oposta chamada de Idealista, que afirma que o mundo só cresce, evolui ou se desenvolve de verdade quando seres humanos criativos ou idealistas concebem, inventam, criam algo novo. É na visão Idealista que, segundo Platão, existe uma dicotomia entre o mundo real imperfeito e mundo das idéias, que é o único mundo perfeito. Desta forma a criação de um conceito não necessita ou depende de um contexto para ser aceito, pelo contrário ele surge antecipando os contextos futuros que se formarão.Conceitos são promotores de mudanças que podem promover transformações sociais (conceitos transformadores) ou até impedi-las (conceitos conformadores). Um exemplo clássico é o sistema geocêntrico criado por Ptolomeu, que afirmava ser a Terra o centro do Universo. Este conceito foi aceito por mais de 1.700 anos quando surgem as idéias de Copérnico, que elaborava um novo conceito dizendo que o Sol era o Centro do Universo e que a Terra era apenas um dos planetas. Esta idéia foi reelaborada por Galileu que chamou de heliocentrismo. A igreja católica não aceitava este novo conceito e foi vigorosa no seu combate fazendo com que Galileu negasse publicamente para livrar-se da fogueira.Esta história serve para exemplificar que mudanças criadas através de novos conceitos podem ser vistas de diversas formas, positiva ou negativamente. Precisamos analisar qualquer conceito de forma critica e adotá-lo de modo que ele sirva aos propósitos corporativos ou pessoais.Promover mudanças, quebrar paradigmas são necessidades cada vez mais constantes no dia-a-dia da sociedade e do mundo corporativo, precisamos lançar um olhar sobre o novo sem perder as referências existentes. Como disse Aristóteles, nenhum vento é bom quando não sabemos a direção.Carlos Eduardo Munhoz, administrador de empresas, MBA pela Fundação Getulio Vargas e professor universitário

O que um Designer Gráfico faz?

Primeiramente, ele estuda e conhece questões relacionadas à profissão, como cores, tipografia, produção gráfica, meios de comunicação, marketing, semiótica, ergonomia, entre outras tantas necessárias. Depois ele continua estudando, lendo, navegando, conhecendo e se atualizando, tanto técnica como culturalmente.
Com isso, ele pode estudar cada caso, analisar e vivenciar a situação do cliente, ponderar todas as variáveis, a fim de encontrar a melhor solução, de forma harmônica, viável e que traga resultados.
Como nos dias de hoje, o acesso a programas gráficos está facilitado, qualquer pessoa mesmo não capacitada, diz ser Designer Gráfico, o que não é verdade. Haverá sempre a pergunta "Quem realmente faz Design Gráfico?", para isso segue uma texto de uma grande designer:
"Nem tudo que está impresso é design. Design tem que ter projeto que respeita uma estrutura do começo ao fim. O simples preenchimento de páginas com imagem e letras não é fazer design gráfico."
Emilie Chamie

O que é Design Gráfico?

"Design Gráfico não é só um belo desenho. Design Gráfico é um belo desenho, com um sentido e uma tarefa a cumprir."
Chico Homem de Melo
O Design Gráfico é um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, idéias e conceitos. Batizado e amadurecido no século 20, é hoje a atividade projetual mais disseminada no planeta. Com objetivos comerciais ou de fundo social, o Design Gráfico é utilizado para informar, identificar, sinalizar, organizar, estimular, persuadir e entreter, resultando na melhoria da qualidade de vida das pessoas.
O trabalho dos Designer Gráfico está inserido no cotidiano da sociedade através de marcas, logotipos, símbolos, embalagens, livros, jornais, revistas, posters, folhetos, catálogos, folders, placas e sistemas de sinalização, camisetas, aberturas e vinhetas de cinema e televisão, web sites, softwares, jogos, sistemas de identidade visual de empresas, produtos e eventos, exposições, anúncios etc.